segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Diferença entre CONAMA e SISNAMA

A Resolução CONAMA nº 01, de 1986, foi criada para estabelecer definições, responsabilidades, critérios básicos e diretrizes gerais para a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), tornando esse instrumento parte fundamental da Política Nacional do Meio Ambiente.

Após essa primeira resolução, outras resoluções do CONAMA foram sendo publicadas para disciplinar diferentes aspectos dos estudos de impacto ambiental no Brasil.

A Resolução CONAMA nº 01/86 apresenta uma lista de atividades sujeitas ao licenciamento ambiental com exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

Já a Resolução CONAMA nº 237/97 define as competências para o licenciamento ambiental e delega ao órgão ambiental licenciador a definição dos critérios de elegibilidade, conforme o tipo e a abrangência do impacto.

No Brasil, a Avaliação de Impacto Ambiental foi introduzida pela Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente e seus instrumentos de gestão ambiental, como o Zoneamento Ambiental, o Licenciamento Ambiental, o Controle, a Fiscalização e o Monitoramento Ambiental.

Esses instrumentos foram regulamentados por meio de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que é um órgão consultivo e deliberativo integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA).

No SISNAMA não encontramos apenas o CONAMA e sim outros orgãos tais como:


Órgão Superior -

Conselho de Governo

Assessora o Presidente da República na formulação da política ambiental nacional. Ele define diretrizes gerais, mas não executa ações.


Órgão Consultivo e Deliberativo

CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente
Responsável por:

· Criar resoluções ambientais

· Estabelecer normas e critérios

· Deliberar sobre padrões ambientais

Exemplo: Resoluções sobre licenciamento ambiental e EIA/RIMA.


Órgão Central

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Coordena, planeja e supervisiona a Política Nacional do Meio Ambiente. Ele articula os demais órgãos do SISNAMA.


Órgãos Executores

IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

Responsáveis por:

Executar a política ambiental federal

Fiscalização

Licenciamento federal

Gestão das Unidades de Conservação federais (ICMBio)


Órgãos Seccionais

Órgãos ambientais dos Estados e do Distrito Federal
Executam e fiscalizam a política ambiental em nível estadual.

Exemplo: CETESB (SP), SEMAD (MG), INEMA (BA).


Órgãos Locais

Órgãos ambientais municipais
Atuam no licenciamento e fiscalização ambiental local, quando possuem estrutura para isso.


SISNAMA: é o sistema que organiza e integra todos os órgãos ambientais do país, nas esferas federal, estadual e municipal.


CONAMA: é um dos órgãos que compõem o SISNAMA e tem a função de criar normas, critérios e resoluções ambientais, como as resoluções sobre licenciamento e impacto ambiental.


Portanto, o CONAMA é um órgão dentro do SISNAMA, responsável por elaborar resoluções ambientais, enquanto o SISNAMA é a estrutura que coordena e articula a política ambiental brasileira como um todo.


Graduanda em Ciências Biológicas
Universidade EAD Cruzeiro do Sul
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A Evolução Humana e os Resíduos: como o lixo mudou ao longo da história

 

Desde que o ser humano surgiu no planeta Terra, ele passou a gerar resíduos. Na verdade, todos os seres vivos produzem algum tipo de resíduo: as plantas liberam folhas e frutos, os animais produzem excrementos e os carnívoros deixam restos de suas caças. Durante milhares de anos, esses resíduos fizeram parte do equilíbrio natural dos ecossistemas.

O ciclo natural dos resíduos na natureza

Em ambientes naturais, os resíduos orgânicos não representam um problema. Restos de folhas, frutos e animais mortos são consumidos por outros seres vivos e, principalmente, por microrganismos decompositores, como fungos e bactérias. Esses microrganismos quebram a matéria orgânica, rica em carbono, em substâncias mais simples, devolvendo nutrientes ao solo. Esse processo é chamado de decomposição da matéria orgânica e garante a ciclagem dos elementos químicos na natureza. Enquanto a quantidade de resíduos gerados é compatível com a capacidade do ambiente, o sistema permanece em equilíbrio.


Pré-História: poucos resíduos e natureza em equilíbrio

Na Pré-História, os primeiros seres humanos geravam principalmente restos de caça e cinzas das fogueiras. 

Já os nômades, não permaneciam muito tempo em um mesmo local, o que impedia o acúmulo significativo de resíduos.

Além disso, a maior parte do lixo era orgânica e facilmente absorvida pelo ambiente natural.

Mesmo quando práticas como a queima de resíduos já existiam, os impactos ambientais eram mínimos, pois a natureza conseguia processar esses materiais sem dificuldade.

Fixação em aldeias e surgimento do acúmulo de resíduos

Com o desenvolvimento da agricultura e a fixação do ser humano em aldeias, por volta de 10.000 a.C., surgiram mudanças importantes. O homem passou a produzir utensílios de cerâmica, ferramentas, armas e vestimentas, aumentando a diversidade dos resíduos gerados.

Outro momento marcante são os sambaquis, grandes montes de conchas acumuladas por povos p do litoral brasileiro. Apesar de serem grandes volumes de resíduos, eles eram compostos por materiais naturais e hoje representam importantes registros arqueológicos.


Idade Média e Moderna: o lixo como problema urbano

Na Antiguidade e na Idade Média, o crescimento das cidades trouxe novos desafios. O lixo, composto principalmente por restos orgânicos, fezes e urina, era frequentemente jogado nas ruas ou afastado das áreas de moradia. Essa prática gerava mau cheiro, atraía animais e favorecia a proliferação de doenças. Apesar disso, ainda não havia conhecimento técnico suficiente para o tratamento adequado dos resíduos. A limpeza urbana começou a surgir de forma lenta e desorganizada, muitas vezes realizada por pessoas marginalizadas da sociedade. 

Revolução Industrial: a grande mudança no perfil do lixo

A Revolução Industrial marcou uma virada decisiva na história dos resíduos. A produção em massa passou a gerar grandes quantidades de lixo industrial, incluindo materiais químicos, metais pesados e resíduos que não existiam anteriormente. Além disso, os produtos industrializados passaram a utilizar embalagens, modificando profundamente o lixo doméstico, que deixou de ser majoritariamente orgânico.

O plástico e o desafio ambiental moderno

A descoberta do plástico, no século XIX, revolucionou a indústria e o cotidiano humano. Leve, resistente e durável, o plástico passou a ser amplamente utilizado como embalagem e matéria-prima em diversos setores. No entanto, sua principal vantagem também se tornou seu maior problema: a baixa degradabilidadeDiferente dos resíduos orgânicos, o plástico pode levar mais tempo para se decompor. 

Dados da cidade de São Paulo mostram que, em menos de 30 anos, a participação do plástico no lixo urbano saltou de menos de 2% para quase 30%, refletindo a dependência crescente desse material na sociedade moderna.

Da história ao presente: repensando nossos resíduos

O lixo sempre acompanhou a humanidade. A grande diferença é que, hoje, a quantidade e o tipo de resíduos produzidos ultrapassam a capacidade natural do meio ambiente de absorvê-los. Compreender a evolução dos resíduos ao longo da história é essencial para repensarmos nossos hábitos de consumo e buscarmos melhores soluções para nosso futuro.

Veja o vídeo completo com imagens ilustrativas👇


Graduanda em Ciências Biológicas
Universidade EAD Cruzeiro do Sul
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sábado, 3 de janeiro de 2026

Lisossomos, Peroxissomos e Autofagia: os Limpadores da Célula

Toda célula viva produz resíduos ao longo de suas atividades metabólicas. Para manter o equilíbrio interno e garantir sua sobrevivência, a célula conta com sistemas altamente eficientes de limpeza, digestão, reciclagem e desintoxicação. É nesse contexto que entram os lisossomos, os peroxissomos e o processo de autofagia.


🔶 Lisossomos: a digestão celular

Os lisossomos são vesículas membranosas ricas em enzimas digestivas capazes de degradar substâncias orgânicas. Seu nome vem do grego lise, que significa quebra ou destruição, refletindo perfeitamente sua função.

Essas organelas têm origem no complexo golgiense. As enzimas digestivas são produzidas no retículo endoplasmático rugoso, passam pelos dictiossomos do Golgi e são empacotadas em pequenas vesículas, formando os lisossomos.

Os lisossomos participam da digestão intracelular, atuando sobre partículas capturadas por fagocitose e pinocitose. Essas partículas se fundem aos lisossomos, formando vacúolos digestivos, onde são quebradas em moléculas menores. Esses produtos atravessam a membrana do vacúolo e são reutilizados pela célula para produção de energia ou novas substâncias.

O que não é digerido permanece em um vacúolo residual, que pode ser eliminado para o meio externo por um processo chamado clasmocitose.


☣️ Peroxissomos: desintoxicação celular

Os peroxissomos também são vesículas membranosas, mas possuem um conjunto diferente de enzimas. Durante muito tempo, foram confundidos com lisossomos, porém hoje sabemos que exercem funções específicas no metabolismo celular.

Eles atuam na degradação de lipídios e aminoácidos e possuem grande quantidade da enzima catalase, responsável por neutralizar o peróxido de hidrogênio (H₂O₂), uma substância tóxica produzida durante o metabolismo celular.

Ao converter o peróxido de hidrogênio em água e oxigênio, os peroxissomos evitam danos celulares e contribuem para os processos de desintoxicação, protegendo a célula contra substâncias potencialmente perigosas.


♻️ Autofagia: reciclagem inteligente

A autofagia é um processo essencial no qual a célula digere partes de si mesma com o auxílio dos lisossomos. Apesar de parecer destrutivo, trata-se de um mecanismo extremamente inteligente de renovação e sobrevivência celular.

No cotidiano celular, a autofagia permite a eliminação de organelas desgastadas, reaproveitando seus componentes moleculares. Em situações de privação de nutrientes, esse processo se intensifica, garantindo energia e manutenção das funções vitais.

Durante a autofagia, a estrutura a ser degradada é envolvida por membranas, formando um vacúolo autofágico, rico em enzimas digestivas. Assim, a célula se reconstrói continuamente, mantendo seus componentes sempre renovados.


🌱 A importância da limpeza celular

Sem os lisossomos, peroxissomos e a autofagia, haveria acúmulo de resíduos, toxinas e estruturas danificadas, levando ao colapso celular. Esses mecanismos garantem equilíbrio, longevidade celular e saúde do organismo como um todo.

👉 Atenção: logo abaixo deste post, você encontra o vídeo completo, com ilustrações animadas que facilitam a compreensão desses processos fundamentais da célula.


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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

🧬 Retículo Endoplasmático e Complexo Golgiense: A Fábrica e o Correio da Célula


Dentro da célula, nada acontece por acaso. Existe uma organização impressionante que garante a produção, o transporte e o envio de substâncias essenciais para a vida. Duas organelas têm papel central nesse processo: o retículo endoplasmático e o complexo golgiense.

Vamos entender como essa verdadeira “linha de produção celular” funciona.


⚙️ O que é o Retículo Endoplasmático?

O retículo endoplasmático é uma rede de membranas que se espalha pelo citoplasma e se conecta ao núcleo celular. Ele funciona como uma fábrica interna, responsável pela produção e pelo transporte de substâncias dentro da célula.

Essa organela pode ser dividida em dois tipos, cada um com funções específicas.


🧪 Retículo Endoplasmático Rugoso (RER)

O retículo endoplasmático rugoso possui ribossomos aderidos à sua superfície, o que lhe dá um aspecto granulado.

Principais funções:

  • Síntese de proteínas

  • Produção de glicoproteínas

  • Envio de proteínas para o complexo golgiense

É muito desenvolvido em células secretoras, como as do pâncreas, que produzem grandes quantidades de proteínas.


🧬 Retículo Endoplasmático Liso (REL)

O retículo endoplasmático liso não possui ribossomos e está relacionado principalmente à produção de lipídios e à desintoxicação celular.

Principais funções:

  • Síntese de lipídios (fosfolipídios, colesterol)

  • Produção de hormônios esteroides

  • Eliminação de substâncias tóxicas

  • Armazenamento de cálcio em células musculares

Essa parte do retículo é muito desenvolvida em células do fígado e em células produtoras de hormônios.


📦 O que é o Complexo Golgiense?

O complexo golgiense é formado por pilhas de bolsas membranosas achatadas, chamadas dictiossomos. Ele atua como o correio da célula, recebendo, modificando, empacotando e distribuindo substâncias.

Ele possui duas faces:

  • Face cis: recebe vesículas vindas do retículo endoplasmático

  • Face trans: libera vesículas com substâncias já modificadas


🚚 A Viagem das Vesículas: do Retículo ao Golgi

As proteínas e lipídios produzidos no retículo endoplasmático são transportados em vesículas, pequenas bolsas membranosas.

Essas vesículas:

  • Saem do retículo endoplasmático

  • Passam pelo complexo golgiense

  • São modificadas e organizadas

  • Seguem para diferentes destinos na célula ou para fora dela

Esse processo contínuo mantém a célula abastecida, organizada e funcional.


🔄 Por que esse sistema é tão importante?

Sem o trabalho conjunto do retículo endoplasmático e do complexo golgiense:

  • As proteínas não chegariam ao destino correto

  • A célula perderia sua organização

  • A secreção celular não aconteceria adequadamente

Essas organelas garantem que tudo seja produzido, preparado e entregue no momento certo.

O retículo endoplasmático funciona como a fábrica da célula, enquanto o complexo golgiense atua como seu correio. Juntos, eles formam um sistema eficiente que sustenta o funcionamento celular e, consequentemente, a vida. Acompanhe o vídeo com ilustrações, para maior entendimento👇



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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Transporte de Substâncias – o vai e vem da vida celular

A célula é uma estrutura viva, dinâmica e extremamente organizada. Para funcionar corretamente, ela precisa controlar tudo o que entra e sai do seu interior. Esse controle acontece através da membrana plasmática, que regula o transporte de substâncias e mantém o equilíbrio celular, essencial para a vida.


🔄 Transporte Passivo: sem gasto de energia

O transporte passivo acontece de forma natural, sem consumo de energia pela célula.
As substâncias se movimentam do local mais concentrado para o menos concentrado, seguindo o gradiente de concentração.

📌 Principais tipos:

  • Difusão

  • Osmose


🌬️ Difusão: espalhando as moléculas

Na difusão, as moléculas se espalham até atingir o equilíbrio entre os meios.
Um exemplo clássico é o cheiro de perfume se espalhando no ar, sem esforço ou gasto energético.

✔ Não utiliza ATP
✔ Depende da diferença de concentração


💧 Osmose: transporte passivo da água

A osmose é um tipo especial de transporte passivo, exclusivo para a água.
Ela ocorre através da membrana semipermeável, indo do meio menos concentrado em solutos para o mais concentrado, buscando equilíbrio hídrico.

📌 Pode causar:

  • Célula inchada (meio hipotônico)

  • Célula murcha (meio hipertônico)


⚡ Transporte Ativo: com gasto de energia (ATP)

Quando a célula precisa mover substâncias contra o gradiente de concentração, o transporte passivo não é suficiente.
Nesse caso, entra em ação o transporte ativo, que utiliza energia na forma de ATP.

✔ Move substâncias contra o fluxo natural
✔ Envolve proteínas transportadoras


🔄 Bomba de Sódio e Potássio

Um dos exemplos mais importantes de transporte ativo é a bomba de sódio e potássio.

📌 Como funciona:

  • Expulsa 3 íons de sódio (Na⁺)

  • Traz 2 íons de potássio (K⁺)

  • Mantém o potencial elétrico da célula

Esse mecanismo é essencial para funções como impulsos nervosos e contração muscular.

Todos esses mecanismos, transporte passivo, transporte ativo e osmose, trabalham juntos para manter a célula viva, equilibrada e funcional.

O transporte de substâncias é, literalmente, o vai e vem da vida celular.
Veja o vídeo que gravei com imagens ilustrativas👇

👉 No próximo conteúdo, vamos explorar o interior dessa fábrica viva: retículo endoplasmático e complexo golgiense.

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sábado, 29 de novembro de 2025

Lipídios e Proteínas da Membrana: Entenda a Bicamada e o Mosaico Fluido


A membrana celular é uma estrutura dinâmica, essencial para organizar, proteger e controlar tudo o que entra e sai da célula. Seus principais constituintes são os lipídeos, especialmente os fosfolipídeos e as proteínas que se organizam em um arranjo conhecido como modelo do mosaico fluido.

Fosfolipídeos: a base da estrutura membranar

Os lipídeos mais abundantes das membranas são os fosfolipídeos, moléculas anfipáticas que apresentam duas regiões distintas:

  • Cabeça polar e hidrofílica, que contém o radical fosfato.

  • Caudas apolares e hidrofóbicas, formadas por duas cadeias de ácidos graxos.

Por conta dessa dupla natureza, eles se organizam espontaneamente em bicamada, mantendo as caudas hidrofóbicas voltadas para o interior da membrana e as cabeças hidrofílicas em contato com os meios aquosos intra e extracelular.

Glicolipídeos: comunicação e reconhecimento

Alguns lipídeos da membrana estão ligados a carboidratos, formando os glicolipídeosSeus glicídios localizam-se na região hidrofílica e atuam principalmente:

  • No reconhecimento celular

  • Na adesão entre células

  • Nos receptores da superfície

São fundamentais na comunicação entre células e no funcionamento dos tecidos.

Colesterol e esteróis: fluidez e estabilidade

Nas células animais, a membrana contém colesterol; já nas vegetais, outros esteróis cumprem esse papel, enquanto células procarióticas quase nunca possuem esteróis.

O colesterol apresenta:

  • Quatro anéis hidrofóbicos conectados

  • Uma cadeia lateral com 8 ou mais carbonos

  • Uma pequena região hidrofílica com um grupo OH

Dentro da membrana, sua porção hidrofóbica se alinha às caudas dos fosfolipídeos, e a pequena parte hidrofílica se orienta para a superfície.

Ele é crucial para controlar a fluidez:

  • Mais colesterol → menos fluidez

  • Menos colesterol → mais fluidez

 O Modelo do Mosaico Fluido

Esse modelo descreve a membrana como uma estrutura dinâmica, formada por lipídeos e proteínas que se movem lateralmente, como peças de um mosaico vivo.

A bicamada de fosfolipídeos serve como base, enquanto proteínas ficam imersas nela, podendo atuar como:

  • Canais

  • Transportadores

  • Receptores

  • Enzimas

  • Marcadores de reconhecimento

A interação hidrofóbica entre as caudas apolares mantém as duas camadas coesas, garantindo a integridade e flexibilidade essenciais para a vida celular.

Se você quer entender de forma visual e prática como os fosfolipídios, proteínas e o colesterol se organizam na membrana celular, eu preparei um vídeo especial no meu canal.
Clique abaixo e venha comigo explorar o modelo do mosaico fluido de um jeito simples e claro
👉 Assista agora no meu canal: @Ah!Biologa


Graduanda em Ciências Biológicas
Universidade EAD Cruzeiro do Sul
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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A Membrana Celular: O Escudo da Vida

A membrana celular é uma das estruturas mais fascinantes da biologia. Apesar de fina, delicada e quase invisível, ela é responsável por manter a vida organizada e protegida em todos os organismos de bactérias a seres humanos.

É ela que separa o interior da célula do ambiente externo e garante que tudo funcione com equilíbrio. Sem essa barreira inteligente, nada do que conhecemos como vida seria possível.


Por que a membrana celular é tão importante?

A função principal da membrana é controlar o que entra e o que sai da célula. Isso significa:

  • permitir a passagem do que é essencial,

  • bloquear o que é perigoso,

  • manter o meio interno sempre equilibrado.

Essa capacidade recebe o nome de permeabilidade seletiva e é o que diferencia uma célula viva de uma simples gota de substâncias misturadas.


Do que ela é feita?

A membrana é composta principalmente por:

  • Fosfolipídios → formam uma dupla camada que age como a estrutura base;

  • Proteínas → atuam como portões, transportadores e sensores;

  • Colesterol e carboidratos → ajudam na estabilidade e no reconhecimento celular.

Essa combinação dinâmica recebe o nome de modelo do mosaico fluido, porque todas as moléculas se movem constantemente, mantendo a membrana flexível e funcional.


Como ela controla o que entra e sai?

A membrana usa diferentes modos para regular o transporte de substâncias, como:

  • difusão,

  • osmose,

  • canais e bombas proteicas.

Esses processos serão explicados com mais profundidade nas próximas partes da série.


Assista ao vídeo completo

No vídeo que acompanha este post, explico de forma visual e simples como a membrana funciona e por que ela é considerada o grande “escudo da vida”.

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Diferença entre CONAMA e SISNAMA

A Resolução CONAMA nº 01 , de 1986, foi criada para estabelecer definições, responsabilidades, critérios básicos e diretrizes gerais para a ...